Quem sou eu
- Tatiana Fernandes
- ELA TEIMOU E ENFRENTOU O MUNDO SE RODOPIANDO AO SOM DOS BANDOLINS... ELA SE JULGAVA AMADA AO SOM DOS BANDOLINS...
12.7.11
Saga
Filipe Catto
Composição: Filipe Catto
Andei depressa para não rever meus passos
Por uma noite tão fulgás que eu nem senti
Tão lancinante, que ao olhar pra trás agora
Só me restam devaneios do que um dia eu vivi
Se eu soubesse que o amor é coisa aguda
Que tão brutal percorre início, meio e fim
Destrincha a alma, corta fundo na espinha
Inebria a garganta, fere a quem quiser ferir
Enquanto andava, maldizendo a poesia
Eu contei a história minha pr´uma noite que rompeu
Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia
Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu
E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho com força, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer
E era de gozo, uma mentira, uma bobagem
Senti meu peito, atingido, se inflamar
E fui gostando do sabor daquela coisa
Viciando em cada verso que o amor veio trovar
Mas, de repente, uma farpa meio intrusa
Veio cegar minha emoção de suspirar
Se eu soubesse que o amor é coisa assim
Não pegava, não bebia, não deixava embebedar
E agora andando, encharcado de estrelas
Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar
Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito
E tão frágil quanto o brilho da manhã que eu vi chegar
E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho sorrindo, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer
7.6.11
Save me from madness
O tempo o come por trás enquanto afunda no mangue daltônico dessa realidade fantasiosa que criou, ora cinza, ora cor-de-rosa.
Optou por caminhar feito um carangueijo à margem da normalidade prevista pela constituição dos seus neurônios desalinhados, enquanto se pendura feito pêndulo entre o pesadelo e o sonho.
"Mate-me" - pede. "Mate-me de mim." Era um maluco paranóico errante e errado que sofria conspiração do próprio sexto sentido pedindo para ser sacrificado da solidão dessa realidade fantasiosa. Amava como um carro desgovernado, chorava como chuva de verão, tinha deuses transformados em mortais e medo de trovão, de gritaria, de reprovação.
Era feliz, o pobre infeliz.
Optou por caminhar feito um carangueijo à margem da normalidade prevista pela constituição dos seus neurônios desalinhados, enquanto se pendura feito pêndulo entre o pesadelo e o sonho.
"Mate-me" - pede. "Mate-me de mim." Era um maluco paranóico errante e errado que sofria conspiração do próprio sexto sentido pedindo para ser sacrificado da solidão dessa realidade fantasiosa. Amava como um carro desgovernado, chorava como chuva de verão, tinha deuses transformados em mortais e medo de trovão, de gritaria, de reprovação.
Era feliz, o pobre infeliz.
11.5.11
10.5.11
8.5.11
Sentei na cadeira e ouvi o primeiro sinal. Estou no meu papel atual de espectadora.
Segundo sinal tocou e eu estava ainda distante, intoxicada com o doce cheiro do Teatro.
Veio o terceiro sinal e as cortinas se abriram. Estava próxima daquilo que chamo de lar, porém não fazia parte dele.
Durante 1 hora e meia celebrei junto com aquela equipe a parceria de se fazer arte.
"Arte não se faz sozinho" - eu sempre digo.
Desempenhei minha função de platéia com o mesmo esforço que costumei desempenhar minha função de atriz.
Sou um peão do Teatro, mesmo que por forças que ainda não consegui decifrar, aceitando a condição de estar do lado de fora da cortina...mas tomei uma rasteira...
Acabou a peça e vieram os aplausos.
Chorei.
Segundo sinal tocou e eu estava ainda distante, intoxicada com o doce cheiro do Teatro.
Veio o terceiro sinal e as cortinas se abriram. Estava próxima daquilo que chamo de lar, porém não fazia parte dele.
Durante 1 hora e meia celebrei junto com aquela equipe a parceria de se fazer arte.
"Arte não se faz sozinho" - eu sempre digo.
Desempenhei minha função de platéia com o mesmo esforço que costumei desempenhar minha função de atriz.
Sou um peão do Teatro, mesmo que por forças que ainda não consegui decifrar, aceitando a condição de estar do lado de fora da cortina...mas tomei uma rasteira...
Acabou a peça e vieram os aplausos.
Chorei.
1.5.11
Era como se eu não conseguisse mais respirar. Engoli aquela pedra sem nem colocar um salzinho, achei mais vantajoso engolir a seco.
Enquanto meu silêncio se transformava num abismo, uma mariposa gigante sobrevoava enlouquecida ao meu redor como se quisesse falar por mim.
A mariposa posou no meu ombro. Senti medo no início, depois compaixão. Nos tornamos um só. E ela também silenciou-se.
Enquanto meu silêncio se transformava num abismo, uma mariposa gigante sobrevoava enlouquecida ao meu redor como se quisesse falar por mim.
A mariposa posou no meu ombro. Senti medo no início, depois compaixão. Nos tornamos um só. E ela também silenciou-se.
Olhei o copo na mesa. Cheio. Whisky puro. Bebi num gole só. O despertador tocou.
Olhei o copo na mesa. Cheio. Bebi sem saber o que era. O despertador tocou.
Olhei o copo na mesa. Não bebi. O despertador tocou.
Olhei o copo na mesa. Bebi e cuspi. O despertador tocou.
Não olhei, mas o copo estava lá. O despertador tocou.
Olhei a mesa. Não havia nada. O despertador tocou.
Olhei. Haviam vários copos, alguns cheios, outros não. Admirei, mas não bebi. O despertador tocou.
Olhei os vários copos na mesa. Bebi todos, até não restar mais nada. O despertador tocou.
Olhei os vários copos na mesa. Bebi aquele que me mandaram beber. O despertador tocou.
Olhei os vários copos na mesa. Bebi o único que me interessava. O despertador tocou.
Quem toca é o despertador ou sou eu que o toco?
19.4.11
10.4.11
Ela ficou por horas olhando o mar enquanto o reflexo da lua misturado com a maré de seus sentimentos ilustrava o que ainda estava por vir.
Até que o silêncio foi quebrado, e num sussuro mais respirado do que falado, as palavras foram sentidas ao ouvido:
Coloquei meus olhos sobre seu vestido de cigana enquanto você dança e lança seu corpo ao dia tal como um pássaro que abre suas asas pra voar, e então eu sinto o inferno se abrir sobre os meus pés.
Apesar de seus grandes olhos que enfeitiçam, e principalmente por causa deles, foi o Diabo que se encarnou de ti, colocou em meu ser esse desejo carnal, para me tragar do presente e em meio à tempestade me banhar de passado, enxaguando minhas lembranças, e afogar-me num futuro, inodoro como a água?
Ela continuava olhando fixamente para o mar.
Viver o presente é como uma força imutável ir de encontro à algo que não pode ser movido. É impossível. Mesmo que não pense no futuro, ele será construído pelas escolhas que toma agora. Suas palavras foram inventadas para mim, mas é a impaciência do mar que me instiga.
Então o que antes era sussurro começa a ser elevado: Laisse-moi rien qu'une fois Glisser mes doigts dans les cheveux de vous! Deixe-me tocar mais uma vez em seus cabelos.
Esse foi o único momento em que os olhos se encontraram, e o que pareceu ser uma eternidade no segundo que antecede o beijo, foi surpreendido pela ausência desse mesmo beijo, e no lugar, vieram suas últimas palavras.
Parece que quer me fazer carregar a cruz do gênero humano. Não sou nada disso, fui uma donzela a te esperar, e hoje sou areia que faz parte do mar.
Silêncio.
Ela deitou-se na areia, misturando-se a ela. Riu, riu até sua barriga começar a doer, gargalhou, e chorou.
9.4.11
6.4.11
5.4.11
3.4.11
2.4.11
"Não é apenas a inércia que é responsável pelo fato de os relacionamentos entre os seres humanos se repetirem,vcaso a caso, de maneira indescritivelmente monótona e irrenovada. É a timidez em relação a qualquer tipo de experiência nova e imprevisível, com a qual se pensa não ser capaz de ir em frente; mas apenas alguém que esteja pronto para tudo, que não exclua nada, nem mesmo o mais enigmático, vai viver a relação com o outro como algo vivo." Rilke
30.3.11
"E é necessário que acabe como começou, de golpe, cortado rente na carne, entre soluços, querendo e não querendo que acabe, pois o espírito humano não comporta tanta realidade, como falou um poeta maior. E enxugados os olhos, aberta a janela, lá estão as mesmas nuvens rolando lentas e sem barulho pelo céu deserto de anjos. O alívio se confunde com o vazio, e você agora prefere morrer."
Ferreira Gullar
26.10.10
E como fumaça fui desvairindo molécula afora a procura de uma mudança atmosférica que me fizesse gota.
"Quem é essa que me olha?" - pensei. Se ao menos pudesse me ver. Mas sou fumaça agora, nada do que fui me veste.
Na caixa vazia fui colocando as fotos, os presentes, um papel de bombom, os infinitos cartões pedidos, os sonhos perdidos, os olhares arrepiados lacrimejados envergonhados entrelaçados.
Ne me quitte pas.
Ou quite de dentro de mim o desejo irrefutável de me jogar, cantando, de cabeça no mar dos deuses que hoje estão desacreditados.
Ne me quitte pas.
Ou quite de dentro de mim a vontade irrefutável de jogar, em gritos mudos, as memórias no mesmo mar dos deuses que hoje estão desapontados.
Quitte. Quite. Vá.
O final foi o mesmo, o que me atrapalhou foi o meio...mas não se preocupe, não deixarei que me atrapalhe novamente, me tornei fumaça, logo, estou imune ao meio.
Fique. Quitte. Vá.
Pelo menos me explique. Ou melhor, não fale nada.
.
.
.
Eu tenho gostado tanto do silêncio...juro, você não me reconheceria. Fico quieta ouvindo meus próprios pensamentos, e se alguém se arrisca a falar, me irrito profundamente. São resquícios seus.
.
.
.
Eu te fui o meu melhor. E mesmo que isso não signifique muita coisa e que eu não exista mais nem na lembrança ou que aqueles que nos leram continuem me achando uma idiota, eu te fui inteira.
Hoje sou fumaça, e quando fumaça quer virar gota, ela chora.
"Quem é essa que me olha?" - pensei. Se ao menos pudesse me ver. Mas sou fumaça agora, nada do que fui me veste.
Na caixa vazia fui colocando as fotos, os presentes, um papel de bombom, os infinitos cartões pedidos, os sonhos perdidos, os olhares arrepiados lacrimejados envergonhados entrelaçados.
Ne me quitte pas.
Ou quite de dentro de mim o desejo irrefutável de me jogar, cantando, de cabeça no mar dos deuses que hoje estão desacreditados.
Ne me quitte pas.
Ou quite de dentro de mim a vontade irrefutável de jogar, em gritos mudos, as memórias no mesmo mar dos deuses que hoje estão desapontados.
Quitte. Quite. Vá.
O final foi o mesmo, o que me atrapalhou foi o meio...mas não se preocupe, não deixarei que me atrapalhe novamente, me tornei fumaça, logo, estou imune ao meio.
Fique. Quitte. Vá.
Pelo menos me explique. Ou melhor, não fale nada.
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Eu tenho gostado tanto do silêncio...juro, você não me reconheceria. Fico quieta ouvindo meus próprios pensamentos, e se alguém se arrisca a falar, me irrito profundamente. São resquícios seus.
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Eu te fui o meu melhor. E mesmo que isso não signifique muita coisa e que eu não exista mais nem na lembrança ou que aqueles que nos leram continuem me achando uma idiota, eu te fui inteira.
Hoje sou fumaça, e quando fumaça quer virar gota, ela chora.
2.10.10
Os outros - Leoni
Já conheci muita genteGostei de alguns garotos
Mas depois de vocêOs outros são os outros
Ninguém pode acreditar
Na gente separado
Eu tenho mil amigos
Mas você foi o meu melhor namorado
Procuro evitar comparações
Entre flores e declaraçõesEu tento te esquecer
A minha vida continua
Mas é certo que eu seria sempre sua
Quem pode me entender
Depois de você
Os outros são os outros e só
São tantas noites em restaurante
Amores sem ciúmes
Eu sei bem mais do que antes
Sobre mãos, bocas e perfumes
Eu não consigo achar normal
Meninas do seu lado
Eu sei que não merecem mais que um cinema
Com meu melhor namorado
Procuro evitar comparações
Entre flores e declarações
Eu tento te esquecer
A minha vida continua
Mas é certo que eu seria sempre sua
Quem pode me entender
Depois de você
Os outros são os outros e só
Mas depois de vocêOs outros são os outros
Ninguém pode acreditar
Na gente separado
Eu tenho mil amigos
Mas você foi o meu melhor namorado
Procuro evitar comparações
Entre flores e declaraçõesEu tento te esquecer
A minha vida continua
Mas é certo que eu seria sempre sua
Quem pode me entender
Depois de você
Os outros são os outros e só
São tantas noites em restaurante
Amores sem ciúmes
Eu sei bem mais do que antes
Sobre mãos, bocas e perfumes
Eu não consigo achar normal
Meninas do seu lado
Eu sei que não merecem mais que um cinema
Com meu melhor namorado
Procuro evitar comparações
Entre flores e declarações
Eu tento te esquecer
A minha vida continua
Mas é certo que eu seria sempre sua
Quem pode me entender
Depois de você
Os outros são os outros e só
17.9.10
Cheia.
A decepção é um dos ácidos mais corrosivos. Sou boba, me decepcionar é mto difícil. Mas estou aprendendo a conviver com a sua decepção. Estou completamente vazia por não compreender o cheio. Estou cheia então. Cheia.
Se ao menos a noite virasse dia e o dia virasse noite eu poderia sentir que pertenço a esse mundo.
Eu perdi o significado das coisas.
Se ao menos a noite virasse dia e o dia virasse noite eu poderia sentir que pertenço a esse mundo.
Eu perdi o significado das coisas.
27.8.10
Catarse
Jurei beijar teu corpo sem descanço, Como quem sái sem rumo pra viagem, te cruzar sem mapa nem bagagem, queria inventar a estrada enquanto avanço...beijando teus pés, me perdendo entre teus dedos, luzes ao norte, pernas são estradas onde meus lábios correm a madrugada pra de manhã chegar aos teus segredos.
Como em teus bosques, Bebo nos teus rios entre teus montes, vales escondidos.
Fiz fogueira, Chorei, cantei e dancei.
E segui pensando em você...pensando em nunca mais te esquecer.
Mas eu falo de amor à vida, e você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte.
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteira e você se satisfaz com metade.
Ou seja se eu ando num labirinto, você está numa estrada em linha reta e vice-versa.
É a meta de uma seta no alvo, mas o alvo, na certa não te espera!
E chegou a hora, de colocar um ponto final...
Bom, pelo menos já é um sinal de que tudo na vida tem fim.
O meu amor, então, partiu, nada ia mudar isso.
Nada ia mudar minha cama grudada em mim, nem meu rosto inchado de mágoa. O sol se escondia lá fora atrás de uma nuvem de água. Nas paredes nossa história e no teto a minha tela de cinema, nela eu ainda via o nosso esgrima de línguas.
Eu sabia que amanhã você voltaria com outro feitiço, mas o meu amor partiu e nada ia mudar isso.
Ah...mas que saudade do nosso eterno filme em cartaz...
E a casa da saudade é o vazio; o acaso da saudade, o fogo frio. Quem foge da saudade, preso por um fio, se afoga em outras águas mas no mesmo rio...
E você voltou com mais um feitiço. Enquanto deu, você disfarçou o sim cantando o não. Mas não adianta tentar apagar com a borracha, virar a página também não é solução...quando uma reta no nosso desenho se encaixa, fica pra sempre uma linha, uma mancha, um borrão.
Nos encontramos, e sim, saiu faísca como você previu...Tivemos certeza que tu és o castelo onde o meu desejo mora e desejo nós temos.
Conversamos e vimos que mesmo com todas as diferenças, os nossos corações são iguais, tenho os meus defeitos, você tem os seus.
E nos teus braços, sentimos tudo ficar em calma, deixamos que o beijo durasse, que o tempo curasse, deixamos que nossas almas tivessem a mesma idade que a idade do céu. Resolvemos falar sobre o passado depois porque o futuro estava esperando por nós dois. Eu te dizia com meu olhar que ao longo desse mês que eu estive sem você, eu fiz de tudo pra tentar te esquecer, eu matei você mil vezes e seu amor ainda me vinha...Então pensei: quantas vidas você tem?
Mas como seria tudo novo de novo? Estava me propondo fazer outra versão pra entender que o muito acabou?
Entenda que agora muito pra mim é tão pouco e pouco é um pouco demais. Viver estava me deixando louca, não sabia mais do que era capaz. Eu Gritava pra não ficar rouca, em guerra lutando por paz. Repito: Muito pra mim é tão pouco e pouco eu não quero mais.
Se é para eu seguir nessa estrada sem você, então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada, quando se parte rumo ao nada?
Hoje, escrevendo esse texto, penso como estou cansada do trabalho que é viver. E na fumaça de um cigarro meu olhar quer transceder; sei que tudo é tão bizarro quanto possa parecer...
Cada segundo infinito se conta.
Cada infinito contado desmonta...quando seu vulto, a mim, vem aparecer...
É, deve ser o amor que eu sinto por você pra querer tudo novo de novo.
Querer nos jogar onde já caímos e mergulhar do alto onde subimos...
Deve ser o amor que sinto por você...
(adaptação das músicas do Paulinho Moska)
Como em teus bosques, Bebo nos teus rios entre teus montes, vales escondidos.
Fiz fogueira, Chorei, cantei e dancei.
E segui pensando em você...pensando em nunca mais te esquecer.
Mas eu falo de amor à vida, e você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte.
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteira e você se satisfaz com metade.
Ou seja se eu ando num labirinto, você está numa estrada em linha reta e vice-versa.
É a meta de uma seta no alvo, mas o alvo, na certa não te espera!
E chegou a hora, de colocar um ponto final...
Bom, pelo menos já é um sinal de que tudo na vida tem fim.
O meu amor, então, partiu, nada ia mudar isso.
Nada ia mudar minha cama grudada em mim, nem meu rosto inchado de mágoa. O sol se escondia lá fora atrás de uma nuvem de água. Nas paredes nossa história e no teto a minha tela de cinema, nela eu ainda via o nosso esgrima de línguas.
Eu sabia que amanhã você voltaria com outro feitiço, mas o meu amor partiu e nada ia mudar isso.
Ah...mas que saudade do nosso eterno filme em cartaz...
E a casa da saudade é o vazio; o acaso da saudade, o fogo frio. Quem foge da saudade, preso por um fio, se afoga em outras águas mas no mesmo rio...
E você voltou com mais um feitiço. Enquanto deu, você disfarçou o sim cantando o não. Mas não adianta tentar apagar com a borracha, virar a página também não é solução...quando uma reta no nosso desenho se encaixa, fica pra sempre uma linha, uma mancha, um borrão.
Nos encontramos, e sim, saiu faísca como você previu...Tivemos certeza que tu és o castelo onde o meu desejo mora e desejo nós temos.
Conversamos e vimos que mesmo com todas as diferenças, os nossos corações são iguais, tenho os meus defeitos, você tem os seus.
E nos teus braços, sentimos tudo ficar em calma, deixamos que o beijo durasse, que o tempo curasse, deixamos que nossas almas tivessem a mesma idade que a idade do céu. Resolvemos falar sobre o passado depois porque o futuro estava esperando por nós dois. Eu te dizia com meu olhar que ao longo desse mês que eu estive sem você, eu fiz de tudo pra tentar te esquecer, eu matei você mil vezes e seu amor ainda me vinha...Então pensei: quantas vidas você tem?
Mas como seria tudo novo de novo? Estava me propondo fazer outra versão pra entender que o muito acabou?
Entenda que agora muito pra mim é tão pouco e pouco é um pouco demais. Viver estava me deixando louca, não sabia mais do que era capaz. Eu Gritava pra não ficar rouca, em guerra lutando por paz. Repito: Muito pra mim é tão pouco e pouco eu não quero mais.
Se é para eu seguir nessa estrada sem você, então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada, quando se parte rumo ao nada?
Hoje, escrevendo esse texto, penso como estou cansada do trabalho que é viver. E na fumaça de um cigarro meu olhar quer transceder; sei que tudo é tão bizarro quanto possa parecer...
Cada segundo infinito se conta.
Cada infinito contado desmonta...quando seu vulto, a mim, vem aparecer...
É, deve ser o amor que eu sinto por você pra querer tudo novo de novo.
Querer nos jogar onde já caímos e mergulhar do alto onde subimos...
Deve ser o amor que sinto por você...
(adaptação das músicas do Paulinho Moska)
4.8.10
A mulher e o futebol
Estava escutando uma incrível teoria sobre homens e mulheres e suas diferenças e gostaria de dividir com vocês:
Num jogo de futebol, bem, existe uma equipe onde cada participante precisa executar a sua função cuja a finalidade é a vitória. Nesse jogo há uma regra a ser cumprida, que inclusive pode ser burlada (uma cotovelada aqui, uma canelada ali), mas que se for pego infringindo essa regra, está passivo à puniçao. A falta é cobrada, defende-se como pode. Mas a partir do momento em que a punição foi exercida, não há do que reclamar, discutir, ou prolongar o assunto. O que é, é, aceita-se e bola pra frente (literalmente). Em certos momentos, é preciso se resguardar e dirigir-se ao banco de reserva, seja por uma lesão física, ou porque simplesmente hoje não está jogando bem. A noção de trabalho de equipe é fundamental. Os jogadores devem se respeitar, e principalmente se ajudar, pois só com a união chega-se à glória.
Mas que lição de vida é o futebol!
Veja bem, a grande maioria das crianças que praticam o futebol são meninos. Eles crescem aprendendo lições pra uma vida toda!
E a mulher? Brinca de boneca. Cresce aprendendo a ser mãe, a cuidar da casa e louca pra casar.
Imaginem o que acontece quando essa mulher chega na fase adulta e é inserida no mercado competitivo assexual!
Ela não só quer executar sua função, mas como mete o bedelho na função dos outros. Ao receber uma punição, não aceita e segue em frente, ela esperneia até perder a voz, quebra tudo e coloca a culpa no outro. Não trabalha em equipe. Não aceita ser colocada no banco de reserva. Quer ser elogiada todos os dias e a união que procura continua sendo o casamento.
Lógico que essa teoria é generalizada...eu por exemplo, sou rodeada de mulheres que são o oposto disso...
Eu mesma, inclusive, cresci jogando futebol...odiava brincar de boneca...e o que me tornei?
Numa histérica romântica louca pra casar!
Viu? teoria furada! Bola pra frente (literalmente)
Num jogo de futebol, bem, existe uma equipe onde cada participante precisa executar a sua função cuja a finalidade é a vitória. Nesse jogo há uma regra a ser cumprida, que inclusive pode ser burlada (uma cotovelada aqui, uma canelada ali), mas que se for pego infringindo essa regra, está passivo à puniçao. A falta é cobrada, defende-se como pode. Mas a partir do momento em que a punição foi exercida, não há do que reclamar, discutir, ou prolongar o assunto. O que é, é, aceita-se e bola pra frente (literalmente). Em certos momentos, é preciso se resguardar e dirigir-se ao banco de reserva, seja por uma lesão física, ou porque simplesmente hoje não está jogando bem. A noção de trabalho de equipe é fundamental. Os jogadores devem se respeitar, e principalmente se ajudar, pois só com a união chega-se à glória.
Mas que lição de vida é o futebol!
Veja bem, a grande maioria das crianças que praticam o futebol são meninos. Eles crescem aprendendo lições pra uma vida toda!
E a mulher? Brinca de boneca. Cresce aprendendo a ser mãe, a cuidar da casa e louca pra casar.
Imaginem o que acontece quando essa mulher chega na fase adulta e é inserida no mercado competitivo assexual!
Ela não só quer executar sua função, mas como mete o bedelho na função dos outros. Ao receber uma punição, não aceita e segue em frente, ela esperneia até perder a voz, quebra tudo e coloca a culpa no outro. Não trabalha em equipe. Não aceita ser colocada no banco de reserva. Quer ser elogiada todos os dias e a união que procura continua sendo o casamento.
Lógico que essa teoria é generalizada...eu por exemplo, sou rodeada de mulheres que são o oposto disso...
Eu mesma, inclusive, cresci jogando futebol...odiava brincar de boneca...e o que me tornei?
Numa histérica romântica louca pra casar!
Viu? teoria furada! Bola pra frente (literalmente)
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